Sistema Eletrônico de Administração de Conferências - UDESC, III Seminário Internacional História do Tempo Presente - ISSN 2237 4078

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“Os jovens brasileiros gostam de brilhar, são individualistas e conservadores”: As décadas de 1980 e 1990 e as mudanças nas representações de juventude
Nathália Jonaine Hermann

Última alteração: 2017-10-16

Resumo


O presente trabalho tem como objetivo analisar as representações, nas revistas Veja e IstoÉ, de uma juventude específica brasileira nas décadas de 1980 e 1990. As 29 reportagens selecionadas, 10 na década de 1980 e 19 na década de 1990, foram divididas em três temáticas: conservadorismo, consumismo e sexualidade. O contexto da época, marcado pelo fim do regime militar que desencadeou uma crise econômica e política no país, influenciou a representação de juventude produzida pelas revistas. Levando-se em conta estudos que alertam para a necessidade de se trabalhar com o conceito de juventude destacando as pluralidades da faixa etária, como os trabalhos dos sociólogos José Machado Pais (1990) e Helena Wendel Abramo (1997), a juventude em questão, objeto de análise deste trabalho, representava uma pequena parcela dos jovens brasileiros da época, considerada de classe média. O conceito de geração, que é trabalhado na história do tempo presente com contribuições de François Dosse (2013) e Reinhart Koselleck (2014), é útil para a historiografia da juventude justamente porque “a geração existe [...] no território do historiador, ao mesmo tempo como objeto de história e como instrumento de análise” (SIRINELLI, 2006, p. 137). As contribuições do historiador Roger Chartier (1990; 2011) acerca do conceito de representação e de autores que trabalham com a história da imprensa, como Maria Helena Capelato (1988) e Tania de Luca (2005) também são utilizados para a análise das reportagens.


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